POSTAGENS RECENTES

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Viver e ser do jeito que você é

Por: Joice Yohana A. Araújo



Em uma rede social, conheci uma história de uma menina que aos seus 10 anos de idade, já se automutilava. Ela morava com sua avó, seus tios e com seus pais. A casa apertada. Nem pais, nem tios tinham emprego. A situação estava muito precária, seu pai, então decidiu mudar de cidade. Na cidade que moravam, não havia oportunidades de emprego. A menina ficou bem triste, mas viu que era a única escolha.

Uma semana depois, quando tinha chegado na nova cidade, seus pais disseram que iriam ficar por um tempo na casa da tia dela. No começo, ela não gostou da ideia, mas quando chegou na casa lá, ficou deslumbrada. 

Ela tinha seu próprio quarto na casa, bem diferente da sua casa antiga que dividia o quarto com seus pais. Ela ficou feliz porque a casa era perfeita para ela e para seus pais. Sua tia morava sozinha e ficou muito feliz com a chegada da família. 

Dias depois, seus pais arrumaram uma vaga para ela em um colégio novo. Como vocês já perceberam, mudanças a incomodava. Ela era insegura. Então, bateu aquele receio. Aos poucos esse sentimento passou e ficou muito animada. 

No primeiro dia de aula, já tinha feito amizades. Achou suas novas amigas bonitas. Voltou para a casa muito feliz. Tudo estava perfeito.

Mas, o tempo foi passando, as suas amigas começaram a falar mal do cabelo dela, do corpo, até de sua aparência. Ela foi ficando muito mal. As “ amigas “ começaram a falar que tinha nojo dela! 

Ela colocava o dedo na garganta para vomitar, quando o tempo passou ela já estava muito magra, mas magra que o normal. Então, as “ amigas “ dela falavam que ela estava muito magra e estava mais feia. E ela na depressão, contando-se com a própria caneta, perfurando a sua pele. Doía, e muito! Mas para ela era a combinação perfeita.

A dor no estômago só aumentava. Um dia, ao chegar ao colégio, a diretora a chamou. Advertiu que não poderia continuar assim. Ela acabou achando que a diretora estava muito certa. Percebeu que era errado se cortar. 

Com o tempo, a menina foi se tratando e hoje com 14 anos de idade, as marcas do corte ainda estão lá. Até hoje são sentidas.

Um comentário:

  1. Olá joice gostei muito do seu texto vc está de parabéns 👏

    ResponderExcluir