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| PAULO CRUZ, EX-ALUNO DO NOSSO COLÉGIO, CURSANDO ATUALMENTE O 2º ANO DE LETRAS-FRANCÊS NA UEM . |
Nosso ex-aluno Paulo Cruz sempre gostou de escrever poemas e teatros. Os alunos do colégio aguardavam sempre uma nova produção sua para o teatro apresentado na festa de halloween.
Abaixo o poema "Arranque-me os olhos" de sua autoria.
ARRANQUE-ME OS OLHOS
Para que pernas, se não posso ir
onde quero?
Para que tentar, se nada
realizarei do que espero?
Para que olhos, se não posso ver o
que desejo?
Vivo tão longe do que verdadeiramente almejo...
Prefiro poesia porque da realidade tenho nojo!
Para que meus lábios, se não posso beijar os seus?
Para que seguir caminhos que
nunca serão meus?
Para que mãos, se vivo algemado?
Vítima do
futuro!Presente!Passado!
Prefiro poesia porque da realidade tenho
nojo!
Para que coração, se já estou morto?
Para que nascer livre, se nunca serei solto?
Por que orar com pensamentos vãos?
Vendo minha vida esvair-se por minhas mãos...
Prefiro poesia porque da realidade tenho
nojo!
Para que renascer, se logo depois vou morrer?
Para que crescer, se já envelheci?
A carta de alforria já está na mesa...
É isso o que realmente deseja?

Que bom saber que você está fazendo Letras, Paulo, pois nós sempre soubemos que este é o seu caminho. Esta paixão por escrever está em você. Leia bastante para saber cada vez mais. Destaque-se entre os outros e continue escrevendo. Adorei o poema! Grande abraço!
ResponderExcluirObrigado Marta, não conseguiria desenvolver esse talento se não fosse por vcs do colégio. Pode deixar que lerei bastante, beijus e um forte abraço.
ResponderExcluirNossa que talento com as palavras! Parabéns Paulo, o seu futuro é de muito sucesso. Não pare! Isto nos fortalece enquanto educadores com esperança num futuro melhor.
ResponderExcluirAbraços
Parabéns Paulo, continue em frente, tem sensibilidade poética...e isso é um dom...um abraço!!!!
ResponderExcluirMuito interessante o poema, as contradições em cada verso são fortes, como são fortes também alguns acontecimentos da vida! E o refúgio? Na ficção, na poesia. Parabéns ao autor!
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