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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

OLHAR DE POETA


PAULO CRUZ, EX-ALUNO DO NOSSO COLÉGIO,
CURSANDO ATUALMENTE O 2º ANO DE LETRAS-FRANCÊS NA UEM .

Nosso ex-aluno Paulo Cruz sempre gostou de escrever poemas e teatros. Os alunos do colégio aguardavam sempre uma nova produção sua para o  teatro apresentado na festa de halloween. 

Abaixo o poema "Arranque-me os olhos" de sua autoria.








ARRANQUE-ME OS OLHOS


Para que pernas, se não posso ir onde quero?
Para que tentar, se nada  realizarei do que espero?
Para que olhos, se não posso  ver o que desejo?
Vivo tão longe do que verdadeiramente almejo...
Prefiro poesia porque da realidade tenho nojo!

Para que meus lábios, se não posso beijar os seus?
Para que seguir caminhos que nunca serão meus?
Para que mãos, se vivo algemado?
Vítima  do futuro!Presente!Passado!
Prefiro poesia porque da realidade tenho nojo!

Para que coração, se já estou morto?
Para que nascer livre, se nunca serei solto?
Por que orar com pensamentos vãos?
Vendo minha vida esvair-se por minhas mãos...
Prefiro poesia porque da realidade tenho nojo!

Para que renascer, se logo depois vou morrer?
Para que crescer, se já envelheci?
A carta de alforria já está na mesa...
É isso o que realmente deseja?

Prefiro poesia porque da realidade tenho medo. 

5 comentários:

  1. Que bom saber que você está fazendo Letras, Paulo, pois nós sempre soubemos que este é o seu caminho. Esta paixão por escrever está em você. Leia bastante para saber cada vez mais. Destaque-se entre os outros e continue escrevendo. Adorei o poema! Grande abraço!

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  2. Obrigado Marta, não conseguiria desenvolver esse talento se não fosse por vcs do colégio. Pode deixar que lerei bastante, beijus e um forte abraço.

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  3. Nossa que talento com as palavras! Parabéns Paulo, o seu futuro é de muito sucesso. Não pare! Isto nos fortalece enquanto educadores com esperança num futuro melhor.
    Abraços

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  4. Parabéns Paulo, continue em frente, tem sensibilidade poética...e isso é um dom...um abraço!!!!

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  5. Muito interessante o poema, as contradições em cada verso são fortes, como são fortes também alguns acontecimentos da vida! E o refúgio? Na ficção, na poesia. Parabéns ao autor!

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