Educação para sexualidade
O que está por trás da postura conservadora dos parlamentares em relação à educação para sexualidade?
Por Taiane Emanuele
Os últimos acontecimentos vêm colocando em evidência a educação para a sexualidade, já que quando o Ministério da Saúde propõe políticas públicas o parlamento interfere no progresso dessas. Essa atitude dos parlamentares vem sendo negativa já que demonstra ser uma política conservadora que priva os adolescentes de receber a educação para a sexualidade nas escolas. O que está por trás dessa atitude?
As famílias na
formação dos jovens encontram dificuldade com o tema da educação para a
sexualidade, pois a conversa a respeito costuma ser constrangedora. Espera-se então que passem essa tarefa à escola? Correto? Na maioria das vezes não. Mesmo
sem habilidade para debater o tema, os pais infelizmente não são a favor que o
assunto seja tratado nas escolas. Seguindo esse mesmo caminho, os políticos,
para não contrariar os pais, vetam leis e projetos sobre aborto,
homossexualidade, ou seja, tudo o que gera dúvida e precisa ser esclarecido.
Embora muitos sejam contra a educação para a sexualidade na escola por considerar que é cedo demais para falar do assunto, crianças vivem em uma sociedade hiper-sexualizada com estimulações exageradas, assim a infância vem acabando cada vez mais cedo. De acordo com a psicóloga Rosely Sayão, os adolescentes não se previnem da gravidez, tampouco das doenças sexualmente transmissíveis, porque ainda não desenvolveram o autocuidado. Isso significa que ser sexualmente ativo exige maturidade, mas sem diálogo o adolescente não vai entender isso.
É claro que conversar sobre sexualidade com os adolescentes é difícil para pais que foram criados em outro modelo de educação, mas é dever da família abrir um diálogo significativo – não dando sermões - com seus filhos para que eles possam aprender e tirar suas dúvidas tanto em casa como na escola.
Diante do que vemos hoje, o caminho é começar a mudança pela sociedade, porque somente com a aceitação dos pais que os políticos
poderão retomar os projetos que tratam da educação para sexualidade nas escolas. Sem medo de perder votos, a conversa será outra.
Diante do que vemos hoje, o caminho é começar a mudança pela sociedade, porque somente com a aceitação dos pais que os políticos poderão retomar os projetos que tratam da educação para sexualidade nas escolas. Sem medo de perder votos, a conversa será outra.

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