Foi
trabalhado na sala de aula um tema filosófico sobre a comunicação, ou melhor,
sobre a falta de comunicação. Como está a comunicação nos dias de hoje com o
uso da tecnologia? As pessoas sentam-se para conversar? Há diálogo entre as
famílias, os amigos? Após alguns questionamentos e debates em sala de aula os alunos produziram os textos.
Eu,
você e seu fone
Em um dia entediante, Jenifer levantou cedo para ir ao
colégio. Cansada de não fazer nada se
deparou com aquela aula que julgava sempre a mais difícil. Na esperança de a
aula melhorar e ela entender a matéria, foi conversar com seu amigo do coração,
Renato. Só que Jenifer sempre teve que disputar a atenção de Renato com seu
Fone de ouvido, colado em seu ouvido como uma extensão de seu corpo. Ela olhava
e falava sozinha com ele, ele olhava para ela sem saber do que se tratava com
cara que tudo iria mudar... Mas, acredite, nada mudou, nada muda, nada mudará...
Aluna: Bruna Rodrigues 1º B.
Fala
comigo, mãe!
Eu chamei minha mãe para conversar, mas sabe aqueles dias
em que a mãe precisa ser mais que mãe e ser também amiga? Ela respondeu: “Tá
bom filha, vamos conversar!”. Aí eu estava falando com ela e ela olhando para a
novela na televisão. Então eu gritei: “Mãe estou falando com você presta
atenção em mim!! Obrigada!!!!” Ela se desculpou, desligou a televisão, e me deu
atenção, finalmente.
Aluno: Adriel 1º B.
Exagero
no som
Num dia de sábado após o trabalho, Fernando voltava para
casa quando no meio do caminho o celular tocou. Ele estacionou para atender e
era a sua mulher. De repente, no meio da conversa parou perto dele um carro com
um som muito alto. Fernando abaixou o vidro do carro, olhou para o motorista do
outro carro e tentou falar com ele, mas,
o motorista o ignorou totalmente. Furioso, Fernando desligou o telefone sem saber
o que a esposa queria, voltou para casa com um único consolo: O dia seguinte é
Domingo...
Aluno:
Walace Willian - Turma 1º B
Olá família, eu
existo!
Quando estou em casa sou ignorado
por meus pais. Minha mãe passa horas na internet, enquanto eu fico tentando
falar com ela. Com meu pai não é diferente, vive preocupado e não presta
atenção em mim ou no que eu falo. A verdade é que me sinto sozinho quando estou
em casa...
Olá
família, eu existo!!!
É, pessoal! As novas ferramentas tecnológicas são fundamentais para agilizar a vida, mas me parece que para algumas pessoas elas estão se transformando em um dos principais obstáculos para a comunicação interpessoal. Com isso, percebe-se que os jovens estão se sentindo um pouco ignorados e até rejeitados. Então, que tal criar algumas regras? Valorizar mais os diálogo, tentar valorizar a comunicação, ou seja, dialogar mais com as pessoas do que com as máquinas. Elas são importantes não negamos, mas as pessoas ainda são mais. Assim, vamos desligar um pouco o celular, a televisão, a internet e olhar as pessoas nos olhos e tenho absoluta ceteza que vai sobrar tempo para tudo.Grande abraço! Marta Soto
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