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terça-feira, 2 de março de 2010

A poesia e a vida

Numa tarde, eu estava assistindo a uma palestra do autor de livro didático Mauro Ferreira, quando uma fala dele me chamou a atenção, ele disse: "quem lê poesia não joga uma criança de cinco anos do quinto andar", ou seja, quem despreza a vida e a inocência de uma criança é alguém completamente dessensibilizado. Muito de monstro e pouco de humano; é o desequilíbrio de tudo que existe dentro de cada um de nós.

E não dá para dizer que a dessensibilização é um estado de espírito contemporâneo.  A história, álbum de família da humanidade, mostra que a brutalidade sempre esteve presente entre nós. É por isso, que o homem sempre criou formas para suportar suas angústias e tristezas. A poesia é uma dessas tentativas da humanidade de abrir uma janela para a luz e o ar entrar. Mário Quintana disse: "quem faz um poema salva um afogado", acredito que quem faz um poema também se desafoga.

Então é isso, não há nada de tão novo acontecendo no mundo em que vivemos. A violência, a maldade e a brutalidade sempre existiram. Só não se pode aceitar suas manifestações como natural e sair pela escola, pelas ruas, pelo mundo repetindo o que de ruim o ser humano pode fazer.

Se viver é preciso, e vivemos num mundo não muito belo, é preciso também navegar, como bem falou o grande poeta Fernando Pessoa. A poesia acalenta nossa alma. Então respire, e leia um poema.

                                           Professora Leila Vilela

2 comentários:

  1. Professora Leila, é isso aí: não podemos aceitar toda a forma de violência como natural.E é bom que tenhamos em mente o que diz Jhon Dewey:"A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida."
    Continue professora afetando a eternidade.
    Abraços.
    Parabéns pela iniciativa.
    Rita de Cássia

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